As motos e scooters elétricos ficaram mais baratos e mais comuns nas ruas, e muita gente pensa em trocar a moto a combustão ou comprar a primeira. A decisão, porém, depende menos da ficha técnica e mais de como você usa a moto no dia a dia. Veja o que avaliar antes de fechar negócio.
1. Quantos quilômetros você roda por dia
Comece por aqui. Some ida, volta e os desvios comuns da semana. A autonomia anunciada é medida em condições favoráveis; na prática, garupa, subidas, velocidade mais alta, frio e a idade da bateria reduzem esse número. Uma boa regra é escolher um modelo cuja autonomia real seja pelo menos uma vez e meia o seu trajeto diário, para não depender de recarga todo dia nem chegar com a bateria no fim.
2. Onde você vai recarregar
Quem mora em casa com garagem e tomada perto tem a vida fácil. Em apartamento, a pergunta muda: o condomínio permite recarga na garagem? Se não, um modelo com bateria removível, que você leva para carregar dentro de casa, pode ser a solução. Confira também o tempo de recarga completa na tomada comum e se há como recarregar no trabalho.
3. Categoria, habilitação e emplacamento
Nem todo veículo elétrico de duas rodas é igual perante a lei. As regras do Contran separam os equipamentos autopropelidos (como patinetes e alguns modelos pequenos), os ciclomotores e as motocicletas, conforme velocidade máxima e potência, e cada categoria tem exigências próprias de habilitação, emplacamento e equipamentos. Antes de comprar, pergunte ao vendedor em qual categoria o modelo se enquadra e o que você vai precisar para rodar com ele dentro da lei.
4. Bateria: garantia e vida útil
A bateria é a peça mais cara da moto elétrica. Veja o prazo de garantia dela (que pode ser diferente do da moto), se a garantia tem limite de quilometragem ou de ciclos de recarga e quanto custa uma bateria nova. Na compra de usada, peça o histórico e teste a autonomia real.
5. Assistência técnica perto de você
Muitas marcas novas ainda têm poucas oficinas autorizadas. Antes de escolher, descubra onde fica a assistência mais próxima, se há peças de reposição no país e quanto tempo costuma demorar um reparo. Uma moto barata parada por falta de peça sai cara.
6. A conta completa
O custo por quilômetro da energia costuma ser bem menor que o da gasolina, e a manutenção é mais simples: não há troca de óleo, filtro, vela ou embreagem. Do outro lado da balança estão o preço de compra, o seguro (cote antes) e a reposição futura da bateria. Faça a conta para o seu uso, em vários anos, e compare com a moto a combustão que você compraria no lugar.
Antes de assinar: faça o test ride
A moto elétrica entrega força logo na saída e é muito silenciosa, o que muda a forma de pilotar e de ser percebido no trânsito. Ande antes de comprar, de preferência num trajeto parecido com o seu dia a dia.
Acompanhe os lançamentos e as novidades do setor na editoria Motos elétricas do Ride Out.
Imagem ilustrativa (Zero DSR): Zero Motorcycles DSR 2018.jpg, por Lmenut, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons
Texto produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pelo autor antes da publicação.
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