A crise na MotoGP atingiu um ponto crítico. A Yamaha anunciou oficialmente que não vai disputar o Grande Prêmio do Catar de 2026. A decisão impede a ida de pilotos, equipe e motos ao circuito de Losail na próxima semana.
Em comunicado, a marca japonesa afirmou que avaliou a situação no Oriente Médio e não encontrou justificativas para alterar as restrições internas de viagem da empresa. A fabricante deixou claro que a medida é independente da postura do Grupo MotoGP, mas reiterou o compromisso com o campeonato e planeja retornar na etapa de Portugal.
Ameaça de punição e pressão dos pilotos
A desistência deixa o grid com quatro motos a menos e aumenta o impasse no mundial. A organização da MotoGP exige a realização da prova em Losail, motivada pela alta taxa paga pelo evento. Para conter o boicote, os organizadores ameaçaram banir das corridas em Portimão e Valência quem se recusar a correr no Catar.
A pressão, no entanto, enfrenta forte resistência na pista. Fabio Quartararo e Marc Márquez lideram a mobilização dos pilotos contra a viagem por questões de segurança. Na última sexta-feira, a própria Yamaha cedeu uma sala para que o grupo se reunisse e alinhasse posições, após a organização ter negado o espaço.
A exigência de participação não se aplica a pilotos lesionados, caso de Jorge Martín e Álex Márquez. Mesmo assim, se a maioria do grid decidir cruzar os braços, a organização do mundial terá dificuldades para manter a etapa em Losail.
Com informações de Motorpasión Moto (em espanhol): Es oficial. Yamaha anuncia que se niega a correr el Gran Premio de Catar mientras MotoGP les amenaza con sanciones
Imagem ilustrativa (Yamaha): YAMAHA YZR-M1 2010 left Yamaha Communication Plaza.jpg, por PekePON, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
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